sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Leite de búfala

Originários da Ásia, os búfalos foram trazidos para o Brasil em um barco que aportou na ilha de Marajó (PA), há aproximadamente 123 anos atrás.

Os bubalinos são dóceis e se adaptam muito bem às diferentes condições ambientais, o que possibilitou ao Brasil utilizar esses animais na produção de leite e carne para o consumo humano. O leite desses animais é destinado principalmente à produção de queijo tipo “Muzzarrella”.

A produção de leite de búfala no nosso país tem crescido consideravelmente. Para se ter uma ideia, o ano de 2013 fechou com aproximadamente 20% de aumento comparado com o ano anterior.

Quando comparado ao leite de vaca apresenta algumas diferenças, pois contem maiores teores de proteína, gordura, minerais como o cálcio e fósforo, bem como teores mais elevados de lactose. Outra característica é a ausência de β-caroteno (responsável pela coloração amarelada no leite de vaca) o que confere a esse leite uma coloração branca peculiar.

Foto: Reprodução.

Curiosidades:
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (A.B.C.B) completou 54 anos em abril deste ano.

As búfalas produzem 70% do leite consumido na Índia (segundo país mais populoso do mundo).

Nos anos de 2001 à 2005 o consumo de laticínios feito com leite de búfala cresceu 135% no Brasil, segundo a A.B.C.B.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sapoti, um saboroso fruto

O sapotizeiro é uma frutífera reconhecida principalmente pelo seu delicioso sabor adocicado, sendo consumido in natura ou na forma de doces. O fruto contém as vitaminas A, B1, B2 e C, além do cálcio, fosforo e ferro.

Foto: SaudeDica

O sapoti é originário da América Central, provavelmente do Sul do México. No Brasil, é encontrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste, em razão do seu clima tropical.

A fina casca varia da coloração castanho a marrom e a polpa é amarelada. Sua forma pode ser ovalada, arredondada ou mais comprida do que larga. No Nordeste do Brasil, os frutos de forma oval são chamados de sapoti e os arredondados de sapota, uma vez que são semelhantes porque pertencem a mesma família.

Por se tratar de um fruto muito perecível várias formas de conservação têm sido estudadas, buscando aumentar sua vida pós-colheita.

Mais uma fruta pra gente incluir no cardápio, o que acham?


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Limões ou limas?

Quando falamos em limões geralmente lembramos do galego e do tahiti, não é mesmo?

Porém, esses frutos na verdade não são limões. Isso mesmo, eles são limas ácidas.

As principais diferenças entre limões e limas ácidas estão no tamanho e no sabor, os limões são ligeiramente mais suaves.  Os rendimentos para suco também são diferentes, nesse aspecto as limas são um pouco melhores.

Então qual seria o limão verdadeiro? De casca amarela e aroma suave, o siciliano é o limão propriamente dito.

Limas e limão. Foto: Reprodução.


Esses cítricos apresentam características nutricionais parecidas, destacando-se a presença de vitamina C, que previne diversas doenças. Inclusive, apresentam vitamina C bem similares as da laranja, aproximadamente 53 mg/100g.

Talvez a lima apareça na sua próxima lista de mercado, que tal?



sábado, 1 de novembro de 2014

Como a salsicha é feita?

Você já se perguntou como a salsicha é produzida?

Utilizada principalmente no cachorro-quente, a salsicha passa por linhas de produção automatizadas até sua chegada ao consumidor final. A matéria-prima é chamada de Carne Mecanicamente Separada (CMS), sendo utilizada a carne bovina, suína ou de frango triturada. O sabor do produto varia conforme o fabricante, com a possibilidade da inclusão de sal, pimenta, alho, entre outros. Também ocorre a adição de aditivos (ex.: nitrito) e o amido para a estabilização da emulsão.

Foto: Reprodução.


Primeiramente ocorre a seleção da matéria-prima, nessa etapa acontece a trituração formando uma massa bem fina, a qual são acrescentados os outros ingredientes. Após a mistura, a massa é colocada dentro de envoltórios sintéticos, dando formato ao produto. A salsicha é então cozida (± 70° C) e em seguida passa por resfriamento sendo retirados os envoltórios. Nesse processo pode ocorrer o tingimento ficando com uma coloração atraente ao consumidor. Ao final o produto é embalado e distribuído.


Curioso, não é mesmo?!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mangalitsa, a carne “disfarçada”

Você já pensou em um animal que parece ovelha, mas na verdade é porco?

Ele existe, é a raça de suínos chamada Mangalitsa. Sua carne é servida nos principais e mais renomados restaurantes do mundo.

Foto: Orycteropus

A carne de Mangalitsa é uma carne rara, depois de quase desaparecer no século passado, ressurgiu na Hungria. Inclusive, é uma das mais antigas raças europeias, e sua criação começou na própria Hungria.

É uma raça de porcos autóctones* que possui uma espessa camada de pelos encaracolados.

A carne é de excelente qualidade, tem alto teor de matéria seca e sua coloração avermelhada é atrativa. Seu agradável sabor característico é derivado da sua gordura em torno do tecido muscular.

A gordura de Mangalitsa contém 12-16% menos ácidos graxos e 8-10% de ácidos graxos insaturados a mais que as raças modernas de suínos. Portanto, alega-se que a gordura é mais suave e mais fácil de ser digerida.

Que tal no próximo churrasco uma carne de Mangalitsa?!


*Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram.

domingo, 28 de setembro de 2014

QUINOA: um riquíssimo grão



No ano passado (2013) a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou em Assembleia Geral o “Ano Internacional da Quinoa”, com o objetivo de divulgar o grande potencial da quinoa, sendo o lema “Um futuro semeado há milhares de anos”.

Originária dos Andes, é uma planta milenar cultivada pelos povos nativos, onde é conhecida como quinua. Seu destaque é devido à qualidade de sua proteína, com boa distribuição de aminoácidos essenciais, que se assemelham a caseína (fração proteica do leite), além de possuir um alto valor nutritivo e baixo colesterol. Alérgicos ao glúten tem na quinoa uma ótima opção de consumo, devido ausência do mesmo.

A quinoa pertence à família Chenopodiaceae, a mesma da beterraba, e seus grãos se apresentam em cores bem diferentes, existindo quinoa na cor branca, amarela, violeta, avermelhada, acinzentada e preta.


Na culinária podem ser servidas salpicadas em saladas, misturadas em molhos ou cereais matinais, até como componentes de sopas. Processada como farinha, pode ser utilizada em diversas receitas, ainda seus botões florais podem ser servidos cozidos.


sábado, 13 de setembro de 2014

Picolé – Uma invenção com mais de 100 anos


Picolé, uma ótima pedida para os dias quentes, ou também para os dias frios, não é mesmo?!

Mas você sabe quem o inventou, ou de onde surgiu?

Tudo começou com um menino...

Em uma noite fria em San Francisco, Califórnia, Frank Epperson, um menino de 11 anos de idade, esqueceu um recipiente com uma mistura de suco e um palito (que utilizava para misturar a água com o pó) no exterior de sua casa. Pela manhã, Epperson encontrou sua mistura e observou que a mesma havia se transformado em um delicioso pedaço de gelo doce em um palito. Sua descoberta agradou seus amigos, mas o garoto acabou crescendo e se dedicando ao ramo imobiliário e esquecendo sua invenção.

Porém, em 1924 seu produto foi patenteado. Frank deu entrada a uma série de patentes para assegurar sua “confeitaria gelada”. Os datados abordavam sua consistência, material do palito (emprego de um palito de madeira), seu formato (tubos de ensaio) e seu método de congelamento (refrigeração rápida).

O primeiro nome do picolé foi “epsicle”. Posteriormente mudou para “pop’s sicle” que significa gelinho do papai, foi daí que veio o nome original, em inglês, do picolé: “popsicle”.

Curiosidade:
Um dos picolés mais antigos do Brasil é o Eski-bon, da Nestlé. Ele foi criado em 1942, mais de 70 anos atrás.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dovyalis, uma linda fruta exótica

Pertencente à família Salicaceae (a mesma do chorão, árvore ornamental muito plantada na região) a Dovyalis compõe diversas espécies, sendo as principais Dovyalis caffra e Dovyalis hebecarpa.

Nessa matéria vamos falar da Dovyalis hebecarpa, conhecida também como Groselha do Ceilão, ou ainda em inglês como Ketembilla.

Originária do sul da Índia ou do Sri Lanka, foi difundida rapidamente em regiões tropicais e até regiões temperadas.
O fruto tem formato esférico, polpa suculenta e naturalmente ácida (levemente adocicada), podendo ser consumido ao natural ou processado (como geleias e sucos). Possui uma fina pele com coloração de laranja à vermelho-arroxeado, recoberta por uma leve pelugem que proporciona uma textura agradável ao toque.

Suas sementes são pequenas e facilmente removíveis. Usualmente, sua propagação é realizada através de sementes, podendo também ser feita por estaquia, enxertia e alporquia*.
Os frutos podem ser considerados boa fonte de Vitamina C, apresentando em média 120,3 mg/100g. Em comparação, a laranja apresenta em média 53,2 mg/100g.

Foto: Laureth.


*Alporquia: o método consiste em estimular o crescimento de raízes em um ramo ou caule de uma planta, envolvendo um pedaço de ramo por terra ou musgo em um pedaço de pano ou plástico. Após algum tempo, formam-se raízes podendo o ramo ser retirado e plantado.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PIMENTAS

Cultivadas em todo território nacional, as pimentas apresentam variações de tamanho, cor, sabor e, é claro, de ardência.

Nesta matéria serão apresentadas algumas espécies e suas principais características.

A espécie Capsicum frutescens é o tipo mais consumido e conhecido no país, destacando-se a Malagueta e Tabasco, caracterizadas por serem extremamente picantes.


A C. annuum é a mais cultivada no país. Como exemplo as pimentas Jalapeño (originária do México) e Cayenne, que podem ser consumidas frescas, ou na forma de molhos e conservas.

Com ardência menos intensa que o grupo anterior, os tipos mais comuns da espécie C. baccatum são as pimentas Dedo-de-Moça e Cambuci (com cultivares doce).

C. chinense é a mais brasileira das espécies domesticadas, caracterizando-se pelo seu aroma acentuado. Há variedades do grupo extremamente picantes, com a pimenta Habanero, e variedades doces, com a pimenta Biquinho. Diferenciam-se ainda por suas cores e formatos.


Algumas curiosidades:
 ü  Originária da América as pimentas ardem por causa de uma substância chamada capsaína, que possui um efeito benéfico à medida que é absorvida pelo corpo.
 ü  Existe uma unidade de medida do ardor da pimenta, chamada Unidade de Calor Scoville (SHU).
 ü  A Trinidade Moruga Scorpion é considerada a pimenta mais ardida do mundo, variedade da espécie C. chinense.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Jatobá, você já ouviu falar?


Podendo atingir até 20 m de altura, o jatobá é uma leguminosa arbórea que frutifica de julho a outubro. Da mesma família do feijão e do pau-brasil sua ocorrência natural se concentra nas vegetações do Cerrado e Cerradão brasileiro, sendo sua distribuição nos estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins.


Pode ser chamado também de jatobá-do-cerrado, jatobá-capão, jatobaí, jutaí, jutaicica, entre outros. Seus frutos são em forma de vagens, de cor escura (marrom-avermelhada), com sementes envolta de uma polpa amarelo-pálida (em média de 3 a 6 sementes por fruto), adocicada, farinácea, comestível.

O jatobazeiro pode ser utilizado na produção de vários produtos. Além da ornamentação urbana, sua madeira é apreciada pela construção civil, podendo-se extrair por cozimento, de sua entrecasca, uma tinta de cor vermelha. De sua casca são retiradas resinas, utilizadas na indústria de vernizes e nas áreas farmacêutica e da medicina. Sua polpa é utilizada como laxante na medicina popular. Ainda, apresenta potencial melífero. Porém, é na alimentação humana que ele é mais aproveitado, sendo sua polpa utilizada para produzir geleias, bolos, pães, licores; além de seu consumo in natura.

O jatobá-do-cerrado apresenta expressivas quantidades de Ca (cálcio), Mg (magnésio) e P (fosforo), apresentando maiores teores de Mg e P do que frutas como banana, laranja, maça e mamão.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Você sabe qual é o café mais caro do mundo?

Apreciado por muitos, o famoso “cafezinho” é cultivado ao redor do mundo todo e das muitas variedades produzidas, algumas têm alcançado uma reputação especial e notoriedade com base em sua raridade e sabor diferenciado.


Com uma produção anual de menos de 500 quilos e preço elevado (considerado o café mais caro do mundo, 1 kg custa aproximadamente US$ 500), o Kopi Luwak é incontestavelmente incomum. Processado no sistema digestivo da civeta (mamífero peludo que lembra um felino) o fruto do café (arábica e/ou robusta) é completamente digerido e os grãos são excretados nas fezes.



Isso mesmo que você leu! Os grãos usados para preparar o café mais caro e raro do mundo são, necessariamente expelidos nas fezes da civeta antes de serem processados e irem para as prateleiras.

Com sabor achocolatado, aveludado e livre de amargor residual, o Kopi é uma palavra Indonésia (e é lá que ele é produzido) que significa café e Luwak é o nome local da civeta. Esse animal seleciona os frutos antes de digeri-los, tornando o processo ainda mais interessante.


Devido ao seu elevado valor, uma alternativa mais barata e brasileira é o Jacu Coffe. Semelhante ao processo de fabricação do Kopi Luwak, ao invés de civetas, são os jacus (gênero de ave) que digerem e excretam o mesmo.

Então, você tomaria um desses cafés? 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mirtilo – A fruta azul da longevidade.


Foto: Reprodução.

Espécie nativa dos Estados Unidos e Canadá, o mirtilo ou blueberry (em inglês) é um das frutas frescas mais ricas em antioxidantes já estudadas, tornando-se conhecida como “fruta da longevidade”. Sua riqueza em pigmentos antocianos lhe confere combate aos radicais livres, poder anti-inflamatório, melhora a circulação e reduz o colesterol ruim. Além disso, seu valor nutricional é indiscutível, apresentando vitaminas A, B, C, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, ácido cítrico e málico.

Ainda pouco conhecida no Brasil, sua introdução foi realizada em 1983, através de uma coleção de plantas trazidas pela Embrapa Clima Temperado, de Pelotas- RS.

Os frutos pertencentes à família Ericaceae, são de cor azul intensa, formato achatado com aproximadamente 1 cm de diâmetro e 1,5 g de peso, polpa de sabor doce-ácido e muitas sementes de pequeno tamanho.

Os Estados Unidos detêm 50% da produção mundial do fruto, seguido do Canadá, com 33%. Os norte-americanos importam 82% da produção do restante do mundo. Sua comercialização se dá principalmente na forma fresca, e em menor escala para indústria de suco, sorvete e doces.

Foto: Reprodução.

domingo, 15 de junho de 2014

Azeitona: legume, verdura ou fruta?

Você já se perguntou em que categoria a azeitona se encaixa? Pois é, a azeitona é o fruto da oliveira, árvore de porte médio pertencente à família Oleaceae, que pode chegar aos mil anos de longevidade.


Foto: Reprodução.

A azeitona ou oliva, consiste numa drupa* com forma oval, utilizada em diversos produtos, sendo os mais comuns as azeitonas de mesa e o azeite.

Sua coloração varia de verde que passa a violácea ou preto quando madura. Maioritariamente constituída por água, representando 50% do seu peso, e azeite, sendo 20% do seu peso fresco. Quando colhidos não se encontram aptos para o consumo, sendo necessárias algumas alterações que eliminem parcialmente seu amargor característico. Entre os principais processos está à imersão das azeitonas em água corrente ou em soluções salinas.

Para produção do azeite, basicamente os frutos são prensados. O azeite utiliza 90% da produção mundial, sendo o restante consumido como azeitona de mesa.

Foto: Reprodução.

*Drupa: fruto carnoso, com apenas uma semente, sendo esta aderida ao endocarpo.

domingo, 1 de junho de 2014

MARULA: O fruto Africano


A marula é uma árvore frutífera originária da África. O canhoeiro, como também é chamado, tem porte mediano, produz frutos ovoides ou globulosos com polpa suculenta, doce-acidulada e uma semente.

Muito utilizada pela população africana, sua semente serve para extração de óleo para cosméticos, e suas cascas e folhas para produção de medicamentos. O licor é produzido através da fermentação do suco da polpa.

O fruto é uma excelente fonte de vitamina C, variando de 60 mg a 400 mg, sendo seu teor mais elevado que a maioria das frutas, em comparação a laranja apresenta em média 53 mg.

Protegida por leis rigorosas para o tratamento ambiental e colheita sustentável, é considerada um tesouro botânico. Por milhares de anos foi o principal elemento nutricional da população de países como a África do Sul. Evidências de sua existência datam 10 000 AC.

CURIOSIDADES:

O povo de Tonga celebra a Festa das Primícias derramando uma oferta da bebida do suco fresco do fruto sobre os túmulos dos chefes mortos;

Conhecida como árvore dos elefantes, esses animais são atraídos pela fragrância de seus frutos;

Os frutos não servem de alimento somente aos elefantes, mas também aos rinocerontes, javalis, macacos verdes, zebras, porcos-espinhos, entre outros.

As maruleiras podem produzir mais de 500 kg frutos por ano.

Sua semente é extremamente resistente a quebras, para extração dos grãos internos é preciso colocar a mesma em uma superfície de pedra e bater sobre ela com outra pedra dura.





segunda-feira, 19 de maio de 2014

Você sabia? A baunilha natural é obtida de uma orquídea!

Olá pessoal!
Hoje vamos ver que a baunilha, tão apreciada por nós, é obtida naturalmente de uma orquídea, isso mesmo! 


A baunilha é obtida dos frutos (também chamada de favas) de uma orquídea trepadeira do gênero Vanilla, nativa do México, cujos plantios estão mais difundidos na Ilha de Madagascar, Indonésia e China. Existem algumas espécies nativas do Brasil, porém não possuem mercado devido ao seu diferente aroma.


Muito utilizada na indústria de alimentos, incorporado em misturas como chocolates, doces, sorvetes, bebidas. Também é utilizada na produção de essências para fabricação de perfumes, sabonetes, talcos, entre outros.


Devido ao seu preço elevado e pequena produção, a utilização de aromatizantes sintéticos de baunilha é mais empregada.

O principal país produtor é Madagascar, que cultiva a Vanilla planifolia Andrews conhecida por produzir a melhor qualidade para preparações alimentares.






terça-feira, 6 de maio de 2014

Banana com semente, VOCÊ SABIA?

A segunda fruta mais produzida no mundo e uma das mais populares no Brasil, a banana (Musa spp.) é macia, saborosa e doce. A maior região produtora no país é o Nordeste com 36,6% (IBGE, 2013). Sua importância se deve principalmente aos valores nutritivos, possuindo potássio, ferro, fósforo, cálcio, vitaminas do complexo B, vitamina C e fibras. Das vantagens e sabor não restam dúvidas, no entanto, onde ficam localizadas suas sementes?

Se você pensa que aqueles pontos pretos no meio da banana são sementes, se enganou. Os pontinhos são apenas óvulos não fecundados da flor da bananeira. A banana que conhecemos, não apresenta semente. Porém, existe sim bananas com sementes!

Como assim?


Originalmente a banana era cheia de sementes (grandes e duras), e isso foi sendo modificado geneticamente ao logo do tempo. Essas bananas são espécies selvagens, que ainda são encontradas em alguns lugares do mundo, como no mercado indonésio.


Das espécies de Musa, a Musa acuminata e a Musa balbisiana, são duas espécies das quais teriam se originado a maioria das variedades comestíveis de banana.

Pesquisas na área de melhoramento genético da banana continuam sendo realizadas, sendo a produção de sementes possível a partir de cruzamentos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Você conhece a physalis?

Foto: Reprodução.

Pequena, bonita e delicada a physalis (lê-se fisális) é uma fruta pertencente à família Solanaceae, a mesma do tomate, batata, berinjela e pimentão. Redonda e de cor amarela, laranjada ou vermelha nasce em uma planta arbustiva e é envolta em uma folha fina e seca.

Com sabor único, sua polpa é sucosa e azedinha, contém numerosas sementes minúsculas. A produção comercial é realizada principalmente pela Colômbia à qual abastece praticamente todo mercado internacional.
No Brasil é comumente encontrada nas regiões Norte e Nordeste onde é popularmente conhecida como bucho-de-rã, joá-de-capote, mata-fome, bate-testa e saco-de-bode. Porém, aqui no Sul já existem alguns pequenos produtores.
Rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, onde na medicina tradicional é utilizada como antipirético, diurético, antitumoral, analgésico e anti-inflamatório.
É muito apreciada por grandes chefs e gourmets, podendo ser utilizada na confecção de sorvetes, molhos, sobremesas, fondues, além de seu consumo in natura.

Curiosidades

ü  No Japão a variedade vermelha, chamada Hozuki, recebe anualmente uma festa com o nome.
ü  Degustações de vinhos geralmente são acompanhadas de queijos e frutas, e uma delas é a physalis!
ü  A mesma pode ser encontrada liofilizada em cápsulas.
ü  Em Marechal Cândido Rondon um grupo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) cultiva e pesquisa a fruta.

Agora que você já conhece a physalis, que tal incluir ela em seu cardápio? Bom apetite!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Cães e gatos x Chocolate

Olá pessoal!

Na minha primeira postagem quero falar sobre algo bem interessante e que muitos desconhecem: a relação dos cães e gatos com o chocolate!

O chocolate deriva das sementes assadas do cacau (Theobroma cacao) e constitui-se de uma grande quantidade de carboidratos, lipídeos, aminas biogênicas, neuropeptídios e metilxantinas. A teobromina e a cafeína são pertencentes ao grupo das metilxantinas.

AS METILXANTINAS SÃO OS MAIORES CAUSADORES DE INTOXICAÇÃO EM CÃES E GATOS.

Isso mesmo, INTOXICAÇÃO!

A quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Quanto maior a matéria lipídica menor o teor de teobromina, como é o caso dos chocolates brancos.
O branco apresenta a menor quantidade de teobromina, cerca de 0,1 miligrama por grama (0,1 mg/g) de chocolate. Já o ao leite tem aproximadamente 2 mg/g. Porém, os que apresentam maior concentração de cacau são os produtos em pó, geralmente utilizados em bolos, que chegam a ter de 15-20 mg/g.
Portanto, quanto mais escuro for o chocolate mais teobromina, isto é, maior possibilidade de ocorrer à intoxicação.
As metilxantinas são absorvidas tanto no estômago quanto no intestino. No cérebro competem com a adenosina e com isso causa excitação. Os efeitos de um modo geral são: ligeiro aumento da pressão arterial, nervosismo, inquietude, insônia, tremores e convulsões crônicas. Importante acrescentar que este quadro é extremamente perigoso em cães e gatos doentes e com epilepsia, pois há crises muito graves podendo levar o animal a óbito.
O tamanho do animal também influência na intoxicação, geralmente é mais comum em animais de pequeno porte, pois há maior quantidade de chocolate em relação ao seu peso corporal.
Apenas um pouquinho de chocolate não prejudica a saúde do animal, mas devemos lembrar que doces não são opções saudáveis. Como nós, o excesso pode causar obesidade, problemas nos dentes e até diabetes.

Estamos nos aproximando da Páscoa, e agora sabemos que não é interessante dar chocolate aos nossos animais queridos, lembrando que todo cuidado é pouco em relação ao lugar em que você armazena os mesmos, eles podem comer em grande quantidade.

Beijos e Feliz Páscoa!