terça-feira, 11 de abril de 2017

Amido ou fécula?


Você já se perguntou se existe diferença entre esses dois produtos?

Então, existe sim!

Quem define melhor essa diferença é a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), onde:
“Amido é o produto amiláceo extraído das partes aéreas comestíveis dos vegetais”; e,
“Fécula é o produto amiláceo extraído das partes subterrâneas comestíveis dos vegetais”.

Para que você entenda melhor vou exemplificar:
O amido é extraído, por exemplo, do milho. O milho é extraído da parte aérea da planta.

Como exemplo para a fécula temos a fécula de mandioca. A mandioca é extraída de partes subterrâneas da planta.


Ficou mais claro?

Vejamos mais exemplos:
Amido de milho (conforme acima), amido de arroz, amido de trigo.
Fécula de mandioca (conforme acima), fécula de araruta, fécula de batata.


Se você não sabia, agora sabe diferenciar esses produtos?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Óleo de semente de uva


Fruto da videira, a uva está entre as frutíferas mais nutritivas utilizadas pela humanidade. Consumidas in natura ou na fabricação de vinhos, sucos, geleias e passas, ainda podem produzir óleo.

 
Esse óleo, extraído a partir de suas sementes (constituindo-se então um produto fabricado a partir de resíduos da indústria vinícola), apresenta alto teor de ácidos graxos insaturados, ácido linoleico e ácido oleico, além de apresentar propriedades antioxidantes devido a presença da vitamina E.

A vitamina E é um poderoso antioxidante que auxilia na manutenção e regeneração do tecido cutâneo. Já o ácido linoleico, também conhecido como ômega 6, é um ácido graxo com elevadas propriedades anti-inflamatórias, importante na cicatrização de feridas, por exemplo.

Segundo a ANVISA o óleo de semente de uva tem características similares ao óleo de girassol, sendo que os ácidos linoleicos e oleicos correspondem a maior concentração do óleo de uva.

A extração desse óleo é realizada pelo método de prensagem ou com a utilização de um solvente (Soxhlet). Pode-se ainda combinar os dois métodos. Das metodologias, a mais utilizada é a prensagem, onde o óleo é extraído com o auxílio de uma prensa mecânica que realiza o esmagamento das sementes removendo parcialmente o óleo.

Sua aplicação vai da cozinha aos tratamentos estéticos, podendo ser utilizado como hidratante corporal e na hidratação de cabelos ressecados.
 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Matos de Comer: Picão-preto

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sétima planta a ser citada é o: Picão-preto.


Apesar de ser uma planta daninha muito agressiva, o picão-preto apresenta vantagens interessantes para nossa alimentação.

Seu nome cientifico, Bidens, vem do latim e significa “dois dentes”, remetendo à forma de sua fixação em determinados lugares quando em contato. Como quando andamos em lugares que tem picão e eles grudam nos nossos pelos ou roupas.

Muito utilizado pelos indígenas, como planta medicinal, o picão é rico em vitaminas e minerais, como o magnésio, o ferro e o potássio.

Seu sabor levemente picante lembra o espinafre. Isso se deve, pois, o picão-preto apresenta muitas saponinas, por isso antes do seu consumo deve ser fervido.

Com crescimento rápido e abrasivo, apresenta flores amarelas, no caso do picão-preto e flores brancas, no caso do picão-branco, facilitando sua forma de identificação.

Para o consumo suas folhas jovens e brotos são mais gostosos. Suas folhas podem ser utilizadas em chás, na sopa ou colocadas no arroz que vai cozinhar, ou até na omelete.

Desidratada pode ser misturada juntamente com a farinha, a fim de enriquecer o pão, por exemplo.

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Matos de Comer: Capuchinha

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sexta planta a ser citada é a: Capuchinha


Planta ornamental e rasteira, a capuchinha é muito utilizada na alimentação em diversos países. Com flores das mais diferentes cores e folhas arredondadas, seu sabor é picante e lembra o agrião.

Suas folhas podem ser usadas em saladas, omeletes e tortas.

Suas flores, que são ricas em carotenoides e vitamina C, são bem versáteis e famosas na cozinha, combinando com saladas, carnes e queijos.


Seus frutos também podem ser usados, podendo transforma-los em picles.

Para o seu cultivo não são necessários muitos cuidados. Para o plantio basta pegar uma muda ou um galho e colocá-lo em terra úmida. Ela não é exigente quanto à adubação, mas gosta de umidade no solo, por isso deve-se garantir que o mesmo não fique seco.

domingo, 28 de agosto de 2016

Matos de Comer: Vinagreira

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a quinta planta a ser citada é a: Vinagreira


Também chamada de hibisco, recebe o nome de vinagreira devido ao seu sabor extremamente acido.

Pertencente à família do quiabo, seus frutos parecem pequenos “quiabinhos”, porém deve se tomar o cuidado de consumir apenas seu cálice externo.


Seu chá, muito famoso, de coloração vermelha, sabor acido e frutado, deve ser feito a partir dos pequenos cálices dos frutos, colhidos ainda imaturos e colocados para secar.

Suas sementes são ricas em proteínas e podem virar farinha, ou claro, se transformarem em novas plantas.

Suas folhas também podem ser utilizadas, como exemplo o arroz de cuxá, típico do Maranhão.

Sua planta é um arbusto perene que pode chegar a 4 metros de altura, com folhagem verde ou arroxeada. Gosta de sol, e sua floração e produção ocorrem uma vez por ano.

sábado, 27 de agosto de 2016

Matos de Comer: Trevo

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a quarta planta a ser citada é o: Trevo


Também chamado de azedinho, os trevos podem ser comidos, porém em poucas quantidades, devido ao ácido oxálico, sendo tóxicos em excesso. Inclusive, é essa substância que deixa o trevo com esse sabor.

Crescem por toda parte, com pequenas folhas verdes, formando um trevo, às vezes de 3 folhas, as vezes de 4 folhas, das mais diferentes tonalidades de verde, e as vezes até roxas.

Além de suas folhas, seus bulbos também podem ser consumidos, mas com a mesma regra citada acima.

Bulbos de Trevo. Foto: Come-se


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Matos de Comer: Taioba

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um serio risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a terceira planta a ser citada é a: Taioba



Planta nativa muito conhecida, a taioba pode chegar a mais de um metro de altura, sendo sua coloração verde e o formato de coração. Seu sabor é parecido com couve e o espinafre, porém mais suave. Por apresentar essa coloração, sendo rica em clorofila, é muito usada em sopas, caldos e como "charutos".


"Charutos" de Taioba. Foto: Alimentação segura

Seu consumo se dá após seu cozimento, já que crua dá muito ardência a boca, podendo levar a graves problemas de saúde. Portanto, para o seu uso, remova as partes mais grossas da folha, pique-a e ferva-a, a fim de retirar suas toxinas.

Além de suas folhas, sua raiz e cormo* também podem ser consumidos.

Gosta muito de ambientes sombreados e úmidos e se multiplica a partir de brotos em torno da planta-mãe.

Para não ocorrer confusão, já que existem plantas muito parecidas com a Taioba, leia essa matéria de identificação:
http://www.matosdecomer.com.br/2014/06/taiobas-confusao-guia-definitivo-de.html

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.


*cormo: caule subterrâneo, semelhante ao bulbo.